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Exportar é imperativo para as empresas nacionais
Três dias, 400 empresas, 3000 marcas, 1200 compradores estrangeiros vindos de 80 países, 500 mil euros (estimados) em volume de negócios transaccionados, são os números do 15º Salão Internacional do Vinho, Pescado e Agro-Alimentar (SISAB), que se realiza de 22 a 24 de Fevereiro, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
No difícil contexto de um mercado nacional maduro e quase esgotado, a exportação surge como hipótese única para promover o crescimento das empresas. Uma das formas de entrar nesta corrida é marcar presença no SISAB - Salão Internacional do Vinho, Pescado e Agro-Alimentar.
Na 15ª edição do SISAB, que decorre de 22 a 24 de Fevereiro, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, 400 empresas nacionais mostram os seus produtos e marcas a 1200 compradores estrangeiros, representativos de 80 países e das maiores cadeias internacionais, como por exemplo, Harrods, Wallmarket, Pão de Açúcar (Brasil). Um número recorde, apesar da crise.
O esforço da organização para diversificar os mercados exportadores teve o seu eco em países como a China, Japão, Magrebe, norte da Europa e PALOP, que participam na feira com uma presença muito forte. Só a delegação PALOP integra 90 pessoas.
Numa altura em que a crise nacional pesa em demasia nos números das empresas nacionais, o SISAB assume-se como um oportunidade de negócio, que reúne os mercados tradicionais de destino de muitos produtos portugueses, mas também outros que podem constituir-se como alternativas aos gigantes europeus para a saída de produtos.
Com o mercado interno fragilizado, as empresas portuguesas procuram retrabalhar os mercados tradicionais, ao mesmo tempo que apostam em novos mercados e na fileira da exportação.
Países como Angola, Moçambique e Brasil, entre outros, vivem em contra-ciclo, imunes à crise, e, por isso, continuam a ser boas apostas para os exportadores portugueses. Paralelamente, as empresas nacionais aumentam também as exportações para países extra-comunitários, desafiando novos mercados e contrariando a dependência face aos clientes habituais.
União Europeia, Angola, Estados Unidos da América e Brasil são os principais mercados de destino dos produtos portugueses. Além de Angola, mercado que continua em destaque, outros mercados começam a assumir-se como protagonistas e enquanto mercados emergentes mais significativos para Portugal: Brasil, Rússia, China, Hong-Kong, Japão, Macau e região do Magrebe,
São sectores como o vinho, as bebidas, frutas, lacticínios, agro-alimentar, azeite, pescado, doçaria, especiarias e, mais recentemente, produtos biológicos e dietéticos, os mais solicitados por quem visita o país à procura de boas oportunidades de negócio. Angola, França, Suiça, Luxemburgo, Bélgica, Brasil e Estados Unidos são os países que mais compram no SISAB, muito devido à forte presença de portugueses no seu território.
Este ano quem visitar o SISAB vai deparar-se com um reforço nas áreas do vinho, pescado e azeite e também com novos sectores, como é o caso da cutelaria (utensílios de cozinha).
Marrocos, China, Japão, Estónia, Lituânia, México, Polónia, Hungria, Eslováquia, Brasil, PALOP, Suécia, Noruega, Finlândia, Inglaterra, República Checa, Venezuela, Itália, França, Áustria, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Arábia Saudita, Dinamarca, entre outros, são alguns dos países de elevado potencial económico já presenças assíduas no SISAB.
De forma a garantir a presença de clientes internacionais, o SISAB é promovido ao longo do ano em vários mercados, através da presença directa da organização. A ambição é consolidar a informação nos mercados habituais e explorar novos, com especial enfoque em locais onde a expectativa dos consumidores se alterou, seja por razões económicas, culturais ou por simples moda.
Com a particularidade de apresentar exclusivamente marcas portuguesas ao universo internacional dos importadores do sector, o SISAB assume-se, assim, como a maior montra de produtos nacionais para o mercado da exportação.
O Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, vai presidir à sessão de abertura e a feira conta ainda com o Alto Patrocínio do Presidente da Republica, dada a sua importância para o mercado da exportação.
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